Recorrentemente ouvimos clubes, jogadores, treinadores e adeptos pedir aos árbitros que “deixem jogar”. Um critério mais largo significa menos interrupções, mais dinâmica e, consequentemente, melhor futebol. Nos jogos dos três grandes desta jornada encontramos bons exemplos desse critério e, sobretudo, de uniformidade na sua aplicação.
O Sporting chegou ao segundo golo frente ao Rio Ave após uma recuperação sobre Bezerra em que existiu ligeiro contacto no pé e um toque no braço, mas nenhuma ação com intensidade suficiente para justificar a queda.
No Académico de Viseu–Porto, o primeiro golo dos campões nacionais surgiu depois de um ligeiro agarrar de camisola de William Gomes a Gustavo Costa. Foi uma ação que não teve impacto relevante na movimentação do defesa, que pareceu aproveitar deixando-se cair para procurar uma falta.
Na Luz, Arnal (Estoril) agarrou a camisola de Barreiro dentro da área. Também aqui me pareceu que a queda foi exagerada e muito forçada pelo médio do Benfica, embora aceite que este seja o lance mais discutível, até porque a queda aconteceu no sentido do “puxão”.
O que retiramos destes lances e de outros que temos vindo a observar? Que os árbitros estão a conseguir aplicar de forma relativamente uniforme um critério mais largo, valorizando o impacto real das ações e não qualquer contacto mínimo.
Erros vão acontecer. Aos árbitros desejo que mantenham esta abordagem e esta uniformidade. Aos restantes agentes, que saibam aceitar este critério sempre… mesmo quando não lhes for favorável.