Autor

Jorge Faustino

Data: 10/08/2026

O VAR que temos!

Naquela que, em Portugal, é a 10ª época com videoárbitro, tivemos nesta 1ª jornada a demonstração cabal daquilo que são as suas principais virtudes mas também daquilo que continuam a ser, por enquanto, as suas limitações.

O resultado do Porto – Alverca (vitória do campeão nacional por 2-0) foi construído com a concretização de dois pontapés de penálti que, não fossem as boas intervenções do videoárbitro, teriam escapado ao árbitro de campo. Foram lances onde as imagens televisivas puderam demostrar, de forma clara e óbvia, que o árbitro se tinha equivocado, permitindo-lhe alterar a sua decisão inicial.

Já o jogo Estrela Amadora – Sporting ficou marcado por um lance onde muitos pedem intervenção do VAR por falta de Antonetti sobre Eduardo Quaresma na construção da jogada que terminou em golo do Estrela. Independentemente da opinião de cada um (a minha é de que houve mesmo falta) este é um lance onde a dúvida sobre a intensidade do contato e a até sobre a consequência real deste na ação do defensor estão sujeitos à interpretação de cada um. É, seguramente, um lance que divide opiniões e isso basta para que, segundo os princípios atuais do VAR, este não possa intervir.

No dia em que o VAR deixar de chamar o árbitro para mudar uma decisão por estar claramente errada e passar a chamá-lo para mostrar um lance duvidoso, entraremos numa nova era do VAR, da arbitragem e do futebol. Por enquanto, ainda não estamos aí.

Fonte: Record