Terminei o meu artigo da passada semana a dizer que esperava que nas duas jornadas que faltavam os árbitros não dessem argumentos ao ruído que, com melhores ou piores decisões, inevitavelmente se faria ouvir. Não correu tão bem como eu desejava, mas também não correu mal ao ponto de podermos apontar aos árbitros, sobretudo nos jogos dos “grandes”, responsabilidades pela classificação que hoje vemos no topo da tabela.
Houve erros, como quase sempre acontece, sendo o mais evidente, para mim, o penálti que ficou por assinalar a favor do Braga contra o Benfica, por falta de Dedic sobre Pau Víctor. Houve também outros lances mais discutíveis, entre os quais destaco o penálti sobre Luis Suárez que esteve na origem do primeiro golo do Sporting. Mas há um ponto essencial que acho importante sublinha: mesmo indo à procura dos principais casos para apontar falhas às equipas de arbitragem, percebemos que essas decisões não teriam impacto bastante para alterar a atual distribuição de pontos entre os clubes que lutam pelas competições europeias.
Claro que ninguém quer erros. E também é claro que esses erros não podem ser escondidos atrás da cómoda desculpa de que “não tiveram influência no resultado”. Mas parece-me que clubes e adeptos deveriam agora olhar primeiro para os próprios falhanços antes de começarem a disparar culpas para a arbitragem pelos insucessos desta época. A evolução começa por aí.