Poderia dedicar este texto a analisar e refletir sobre as várias polémicas de arbitragem deste fim de semana. Há-as em todas as jornadas. Também poderia sublinhar e valorizar as muitas boas decisões que foram tomadas. Também as há sempre e são a maioria.
Mas hoje prefiro, porque faz mais sentido, dedicar este espaço a um momento mais raro e que merece destaque: Portugal volta a ter um árbitro num Mundial de futebol.
O mérito, que tantas vezes temos tendência para estender a todo o futebol português, é, permitam-me dizê-lo, do João Pinheiro: do seu percurso ao longo de uma carreira na arbitragem, das suas boas prestações a nível nacional e internacional e da forma competente como tem sido acompanhado pelos assistentes Luciano Maia e Bruno Jesus.
Desde o Mundial de 2014, no Brasil, com Pedro Proença, que a arbitragem portuguesa não estava representada numa fase final (não por falta de qualidade dos nossos representantes, mas por fatores contextuais que assim o ditaram).
Em junho e julho, vamos voltar a vibrar por duas equipas portuguesas num Mundial: a nossa seleção e a nossa equipa de arbitragem. Que tenham muito sucesso. Merecem-no, são competentes e estão preparados. Boa sorte, João, Luciano e Bruno. Estão entre os melhores do mundo. Parabéns.