Autor

Jorge Faustino

Data: 10/12/2024

“Vai dar granel!…”

“E quando um golo for anulado a uma equipa porque a revisão do VAR mostra que, antes, houve uma falta para penálti na área dessa equipa? Ui… vai dar granel!” Esta frase, ou semelhante, terá sido uma das mais ditas pelos árbitros na fase inicial de implementação do VAR. Sabíamos que essa era uma possibilidade e, pela natureza anticlimática da situação, também conseguimos prever a frustração que tal decisão pode provocar a jogadores, staff e adeptos da equipa que, além de ver o golo ser “retirado”, ainda se arriscam a sofrer um golo na sequência de um penálti.

Passados 8 anos de VAR em Portugal, a tal situação do “vai dar granel” aconteceu, e logo num jogo com resultado final negativo para a equipa mais mediática. Com isso, confirmou-se que, apesar das vicissitudes do protocolo VAR estarem bem estabelecidas nas cabeças de todos os envolvidos no futebol (acreditamos), a gestão emocional desta situação é mesmo difícil.
É, no entanto, justo reforçar: o penálti foi bem assinalado graças à boa intervenção do VAR. Tudo o que se passou após essa infração, nomeadamente o golo do Porto, não pode ser considerado válido. São estas as regras. Luís Godinho e Tiago Martins atuaram como se espera em situações deste tipo. Reforço ainda que foi uma arbitragem globalmente muito positiva. Difícil de aceitar para o Porto? Sim. Um momento feliz para o Famalicão? Sim. Faz parte do futebol.

Fonte: Record