Autor

Jorge Faustino

Data: 15/12/2021

Um novo fora de jogo

Nesta jornada tivemos mais um daqueles momentos “fantásticos” para alimentar discussões sobre os fora de jogo, as linhas virtuais e as margens de erro. Um assistente deixou seguir um lance de dúvida e o VAR confirmou a decisão tomada em campo, mostrando que o atacante estava um centímetro atrás da bola.

Haverá sempre discussão sobre se o VAR escolheu o frame certo, se os pontos foram corretamente marcados no corpo dos jogadores (atacante e defesa ou bola) ou se a tecnologia está bem calibrada. São as novas discussões do futebol. Faz parte.

Mas venho aqui reiterar a minha opinião sobre o que poderia vir a ser uma alteração na Lei do fora de jogo e que, num futebol tecnológico, facilitaria o trabalho do VAR e traria, digo eu, ainda mais credibilidade às decisões milimétricas do VAR e das suas linhas virtuais: um jogador deveria ser considerado em posição de fora-de-jogo se tivesse o corpo totalmente adiantado relativamente ao penúltimo adversário. Com esta “definição um jogador só estaria em posição de fora de jogo se, estando mais perto da linha de baliza adversária do que o penúltimo adversário e ao colocar-se uma linha na parte mais recuada do seu corpo, essa linha não tocasse nenhum adversário ou a bola.

Fica aqui, mais uma vez, esta ideia, cujo mentor principal foi Arséne Wenger. O seu a seu dono.

Fonte: Record