Autor

Jorge Faustino

Data: 02/01/2022

Tudo certo. E um erro.

Foi um grande jogo de futebol e o Hugo Miguel, árbitro tantas vezes “acusado” de assinalar demasiadas faltas, teve grande mérito na intensidade, velocidade e emoção que este clássico teve.

Quando um árbitro arrisca, como o Hugo arriscou, com critério largo na tentativa de levar os jogadores a tentar sempre jogar ao invés de caírem fácil ao primeiro toque, há sempre o risco de cometer alguns erros de critério, que nem por isso aconteceram. Teve vários lances de interpretação, e por isso de avaliação discutível, que decidiu sempre com base no princípio de critério largo (se havia alguma margem para não marcar falta ou não dar cartão, essa foi a opção).

No meio das muitas boas decisões que tomou, cometeu, no meu entender, um erro grave num lance difícil de avaliar em campo e que só as imagens televisivas mostraram. Essa foi a razão da nota negativa (2) que atribuí na avaliação que fiz à arbitragem. Os árbitros sabem que basta um erro destes para impedir a nota elevada, ou mesmo positiva, que o resto do seu trabalho merecia.

A nota quantitativa tem sempre um significado importante, mas, neste jogo, acho da máxima importância reforçar a avaliação qualitativa: num jogo muito difícil, e do qual dificilmente qualquer árbitro saíria sem críticas, o Hugo Miguel, no último jogo com as insígnias de internacional ao peito, fez uma arbitragem corajosa, segura, equilibrada e competente.

Fonte: Record