Autor

Jorge Faustino

Data: 17/01/2018

Regulamento das Competições e as Leis de Jogo

A bancada, a 2ª parte e o regulamento das competições

A 18ª jornada da Liga NOS, que se iniciou este fim-de-semana, irá concluir-se no dia 21 de fevereiro. Esta foi a data escolhida pela Liga, Alverca e Porto para se jogar a 2ª parte do jogo que não se concluiu, nesta segunda-feira, por questões relacionadas com a segurança dos adeptos em virtude do estado da estrutura de uma das bancadas.

Sobre essa 2ª parte do jogo faz sentido olhar para o que os regulamentos de competições da Liga Portugal estipulam quanto à forma como as equipas se devem e podem apresentar. Apresento assim alguns tópicos aplicáveis a este jogo:

  • a ficha técnica (listagem dos jogadores a utilizar no jogo) pode ser alterada para incluir qualquer jogador que, encontrando-se regulamentarmente inscrito à data do jogo interrompido, dela não constasse inicialmente (ex: Brahimi poderá ser utilizado de início ou como suplente);
  • os jogadores que não podiam participar no jogo desta segunda-feira por motivo de sanção disciplinar (castigos), não podem ser utilizados;
  • os jogadores que estavam em campo no momento em que o jogo foi interrompido não podem ser incluídos na ficha técnica como suplentes;
  • as sanções impostas antes de o jogo ser interrompido continuam a valer para o restante tempo de jogo (exemplo: Se Reyes ou Renan jogarem e virem um amarelo, serão expulsos por acumulação pois viram amarelo na primeira parte);
  • os jogadores suspensos na sequência de um jogo disputado após o jogo interrompido podem ser incluídos na ficha técnica;
  • as equipas podem fazer apenas o número de substituições a que tinham direito quando o jogo foi interrompido;

Estas são as condicionantes ou regras a ter em conta pelas equipas aquando da realização da segunda parte deste jogo.

Ainda sobre os mesmos regulamentos, e pelo que pude ler destes, é de estranhar que prevejam que 4 semanas como prazo máximo para a realização do jogo interrompido e, agora, se marque esta segunda parte do jogo para daqui a 5 semanas. A Liga autorizou e, portanto, está autorizado.

O penálti em fora-de-jogo e a interpretação das Leis de Jogo

Relativamente aos muitos lances que ocorreram esta jornada, e que aqui poderia abordar, escolhi apenas a queda de Jonas (Benfica) na área do Braga. Não pretendo, desta vez, opinar sobre o acerto ou não da decisão da equipa de arbitragem. Quero, apenas, dar a conhecer a Letra da Lei sobre estas situações (jogador que estando em posição de fora-de-jogo, sofre uma falta por parte do defesa) e as suas possibilidades interpretativas. Na Lei 11 (Fora de Jogo) passaram a estar clarificadas, desde a presente época, as seguintes situações:

  • um jogador que se mova de, ou se encontre em posição de fora de jogo, esteja no caminho do adversário e interfira com o movimento do adversário em relação à bola, se tal tiver impacto na capacidade do adversário jogar ou disputar a bola é considerada uma infração de fora de jogo; se o jogador se mover para se colocar no caminho de um adversário e impedir a progressão do adversário (por ex. bloquear o adversário), a infração deve ser penalizada de acordo com a Lei 12;
  • um jogador que em posição de fora de jogo se movimentar em direção à bola com a intenção de a jogar e sofrer falta antes de a jogar ou a tentar jogar, ou esteja a disputar a bola com um adversário, a falta é penalizada, uma vez que tal ocorreu antes da infração de fora de jogo;
  • uma infração é cometida contra um jogador que já se encontra em posição de fora de jogo a jogar ou a tentar jogar a bola, ou a disputar a bola com um adversário, a infração de fora de jogo é penalizada, uma vez que ocorreu antes da outra infração.

Deixo a si, caro leitor, a formulação de opinião sobre este lance, e outros que venham a acontecer, tendo por base a interpretação que faça dos pontos acima.

Fonte: Público