Autor

Jorge Faustino

Data: 25/04/2021

Quatro factos e uma opinião

Facto 1: Darwin (atacante do Benfica) na luta de braços, normal, para ganhar posição entre dois adversários acertou com a mão na cara de Maurício (defesa do Portimonense).

Facto 2: Apesar desse contacto o Maurício não desistiu do lance continuando a tentar chegar à bola.

Facto 3: No seguimento desta situação, Darwin ganhou a frente do lance e conseguiu marcar golo.

Facto 4:Em resultado desse contacto, o defesa do Portimonense ficou a sangrar da boca.

Lance quase impossível de detectar em campo onde apenas as imagens televisivas esclarecerem que efetivamente Darwin abriu o braço acertando com a mão na cara de Maurício (Artur Soares Dias fica “ilibado”). As indicações dadas aos VAR são no sentido de não intervir em lances onde haja alguma margem de dúvida. O facto de Maurício ter continuado a tentar disputar o lance depois de ter levado um “estalo” abre portas a que o VAR se escude nessa indicação para não intervir (o VAR Hugo Miguel fica assim, também ele, ilibado).

Mas… o facto de estarem ambos “ilibados” não significa que não tenha acontecido um erro importante.

Importante porque a não intervenção do VAR nesta situação, falta onde o defesa não desiste do lance, passa uma mensagem negativa para situações futuras: jogadores que sofram algum contacto faltoso atirem-se logo para o chão a queixar-se pois, caso contrário, depois o VAR não irá intervir baseando-se nessa ausência de queixas. E ninguém gosta de ver ver jogadores tocados no peito a atirarem-se para o chão agarrados à cara, certo?

Fonte: Record