Autor

Jorge Faustino

Data: 25/08/2021

Protocolo é claro e óbvio

“O vídeo-árbitro (VAR) faz parte da equipa de arbitragem, com acesso independente às imagens do jogo, podendo assistir o árbitro apenas em caso de ‘claros e óbvios erros’ ou ‘incidentes graves não assinalados’”.

“A decisão inicial do árbitro não será alterada, a não ser que tenha ocorrido um ‘claro e óbvio erro’.”

As duas frases acima estão, ambas, na primeira das oito páginas do capítulo dedicado ao vídeo-árbitro no livro das Leis de Jogo. São inequívocas: o VAR “chama” o árbitro quando deteta uma decisão claramente errada, não chama o árbitro em lances duvidosos ou para esclarecer dúvidas.

Depois de quatro anos de videoarbitragem em Portugal continua a ser estranhamente relevante, de quando em vez, recordar o princípio mais básico daquela que foi a mais importante e marcante alteração deste século nas Leis de Jogo. “Mínima interferência, máximo benefício” foi o pedido que os agentes do futebol (painel de treinadores, ex-jogadores, árbitros entre outros) fizeram ao IFAB quando se vislumbrou a possibilidade do VAR se tornar real. O IFAB ouviu e foi o que fez.

O protocolo pode e deve evoluir no sentido de uma maior interação e integração do VAR na gestão técnica e disciplinar do jogo. Vai acontecer. Mas não seguramente durante esta época…

Fonte: Record