Autor

Jorge Faustino

Data: 03/11/2021

Parabéns e obrigado António

Começou como árbitro de futsal, mas foi como árbitro de futebol de praia que teve oportunidade de representar a arbitragem portuguesa em campeonatos do Mundo e da Europa, nos Jogos Europeus de Baku, em Mundialitos, Ligas dos Campeões (fez uma final) entre outras competições internacionais de futebol de praia. Por cá marcou presença em várias finais de campeonatos e taças de Portugal.

Em 2015 tive a oportunidade de, com ele, dirigir a final do campeonato nacional de futebol de praia (Braga – Sporting). Fizemos aquela final como, acredito, todos os árbitros deveriam fazer os jogos: com a noção da responsabilidade e do privilégio que é fazer jogos de topo, mas com a capacidade de se divertirem e a aproveitarem o momento.

Na passada semana fez o seu último jogo: atribuição do 3º e 4º lugar do Mundialito Futebol de Praia na Rússia. Como (felizmente) tantas vezes acontece aos árbitros de futebol de praia, foi “afastado” da final da competição porque uma equipa portuguesa jogava essa mesma final.

Escrevo sobre o António Almeida. Um bom homem que fez uma carreira bonita da qual ele e a arbitragem portuguesa se podem orgulhar.

Nota: Perdoem-me alguns leitores, mas hoje entendi ser mais importante dedicar este espaço a homenagear a carreira de um árbitro e de um amigo do que a falar de penáltis, cartões e nomeações.

Fonte: Record