Autor

Jorge Faustino

Data: 17/02/2026

Mais ou menos videoárbitro

Há duas discussões em torno do VAR que existem desde que esta “ferramenta” foi criada e que, acredito, não irão cessar nem abrandar tão cedo.

A primeira prende-se com o que o protocolo permite e com o que limita. São quatro as situações em que o VAR pode intervir: golos, penáltis, expulsões por vermelho direto e troca de identidade. Há, até no seio da arbitragem, quem defenda que o VAR deveria ter uma ação mais abrangente. Já na próxima época, porém, vamos ter um alargamento da intervenção para erros óbvios na atribuição de pontapés de canto e para segundos cartões amarelos exibidos de forma incorreta. O protocolo vai evoluindo no sentido de permitir que o VAR contribua com mais justiça para o jogo.

A outra grande discussão centra-se na “linha de intervenção”. O que é “claro e óbvio” para uns não o é para outros e, por acarretar tanta ambiguidade, trará sempre polémica. Sobre este tema, Roberto Rosetti, responsável pela arbitragem da UEFA, lamentou esta semana que o VAR esteja a atuar de forma demasiado microscópica, excessivamente intrusiva. Sublinhou ainda que, quando o VAR foi criado, não tinha esse objetivo. E terminou com a mensagem de que pretende fazer uma reflexão no final da época sobre esta matéria. Resumindo: veio defender “menos VAR” quando, na maior parte das ligas europeias, se pede “mais VAR”.

Vamos ver como evolui este tema.

Fonte: Record