Autor

Jorge Faustino

Data: 10/02/2026

Excelência e mediocridade  

O Porto–Sporting desta jornada era mais um jogo do título (há sempre vários em cada época), disputado num contexto recorrente de provocações e guerrilha entre os clubes e numa noite com condições climatéricas adversas. Um jogo de emoções à flor da pele, com alguns confrontos tensos entre jogadores e de resultado incerto e equilibrado.

Foi neste contexto que Luís Godinho teve de gerir a partida, num jogo com muitos lances de difícil avaliação. Fê-lo com maturidade na gestão emocional dos jogadores em vários momentos, com frieza e experiência para, por exemplo, aplicar uma lei da vantagem da qual resultou o primeiro golo, e com a qualidade (e também a sorte, que é sempre necessária) para decidir bem os vários lances de possíveis penáltis, incluindo aquele que foi assinalado no último minuto dos descontos, numa excelente decisão partilhada pela equipa de arbitragem (árbitro e árbitro assistente).

Foi uma arbitragem que Luís Godinho não irá esquecer porque, em virtude da excelência da sua atuação, já muitos esqueceram que foi ele o árbitro daquele jogo. Parabéns ao Luís e à restante equipa.

O que também fica deste jogo são algumas ações, pensadas pelas estruturas ou resultantes da iniciativa individual de alguns dos seus elementos, que envergonham aquilo que deveriam ser comportamentos de fair play e ética desportiva. A qualidade dos intervenientes e o mérito das vitórias conquistadas em campo não merecem ficar ofuscados pela mediocridade de certos comportamentos. Somos todos capazes de mais e melhor.

Fonte: Record