Autor

Jorge Faustino

Data: 20/05/2022

Há futuro!

Quando um árbitro é nomeado para a fase final de uma grande competição internacional, como foi o caso da presença do Artur Soares Dias nos últimos Jogos Olímpicos, o principal mérito é do seu trabalho e das suas performances.

Existem sempre, no entanto, outros fatores que influenciam: o reconhecimento da qualidade global da nossa arbitragem e do nosso futebol, o peso “político” do país nas organizações internacionais, a qualidade da concorrência, as vagas disponíveis para a sua confederação e/ou até se o líder da arbitragem mundial tem mais ou menos simpatia pelo árbitro em causa.

Estes fatores, que no passado contribuíram para tantos sucessos, concorreram agora para que, pela primeira vez em muitos anos, não tenhamos representação num Mundial de Futebol (em 2018 estivemos “apenas” como VAR com Artur Soares Dias e Tiago Martins). É um momento triste para a arbitragem portuguesa, mas não é um sinónimo de catástrofe.

A seguir ao Artur Soares Dias, que ainda terá todas as condições e mérito em poder estar no próximo Euro, temos já outros árbitros a caminho do topo da arbitragem europeia que, pela sua qualidade e juventude, nos dão garantias um futuro risonho para a arbitragem portuguesa a nível internacional. Há futuro!

Fonte: Record