Gostaria de não ter de abordar o mesmo tema pela terceira semana consecutiva, mas é inevitável: a violência, não só a física, mas principalmente essa, contra os árbitros de futebol.
Um jogador que, de forma agressiva, encostou a cabeça a um árbitro foi punido com um jogo de castigo. O árbitro foi repreendido por questões processuais. E o facto de o jogo ter terminado mais cedo após aquela conduta do jogador foi considerada uma decisão injustificada. Se é assim que queremos o nosso futebol e se é assim que protegemos aqueles que tem por missão zelar pela verdade do jogo, triste sociedade a nosso.
É, provavelmente, muito fácil encontrar argumentos para suportar e defender a decisão do Conselho de Disciplina. Podemos usar todos os esses argumentos. Mas também é justo que possamos, muitos de nós, olhar para este caso e sentirmo-nos tristes, desiludidos e revoltados com a disciplina desportiva em Portugal.
Sobre todo o ruído à volta da arbitragem nas mais recentes jornadas? É isso mesmo: ruído que usa algumas decisões de arbitragem para disfarçar erros maiores e mais graves dos próprios de clubes. Mais do mesmo. E assim será até ao final da época.