Autor

Jorge Faustino

Data: 27/10/2021

Do Taremi ao Mossoró

Os árbitros preparam-se para os jogos. Para além da sua preparação individual (treino físico, técnico e psicológico), também estudam os outros intervenientes no jogo, nomeadamente, as equipas e respetivos jogadores. Faz parte do seu trabalho e o objetivo é nobre: quanto melhor preparados estiverem, melhor poderão decidir e isso beneficia o futebol.

Neste sentido, é uma incontornável que os árbitros estejam mais atentos a alguns jogadores com características mais particulares. Seria quase irresponsável que assim não fosse. Quando o Taremi cai, é verdade que há “desconfiança” por parte do árbitro sobre a real causa da queda. Um exemplo? O Taremi sofreu falta no lance que resultou na expulsão de Undabarrena este fim de semana. Foi óbvio que sim. Mas a queda foi condizente com o contacto? Ou ao saltar daquela forma arriscou-se a fazer parecer que estava a simular?

Os árbitros estarem mais alerta para as quedas do Jonas ou do Liedson, aos cotovelos do Maxi Pereira, às bocas do Mossoró, etc etc é perseguição? Não. É consequência dos comportamentos dos jogadores. Nenhum deles é melhor ou pior profissional por causa disso. É o que é. E tudo isto faz parte do futebol.

Fonte: Record