Autor

Jorge Faustino

Data: 09/12/2025

Difícil e triste

É incrível como há gente, neste mundo que gravita à volta do futebol português, capaz de viver num permanente estado de azedume com tudo e com todos, sempre com um discurso acusatório, desconfiado e maldoso sobre qualquer assunto que lhes passa pela frente. Pergunto-me se os clicks e as audiências que essa postura gera compensam a energia negativa que carregam dentro de si… deve ser difícil e triste viver assim.

Este desabafo surge por um conjunto de temas e discursos recorrentes, mas também por um caso particular: a nomeação de António Nobre para o dérbi e a sua prestação nesse jogo.

Nos dias que antecederam o encontro, algumas “personagens” que colaboram com os media — comentadores afetos a clubes e até jornalistas supostamente isentos — atacaram a nomeação, a competência do árbitro e até a seriedade do homem. Valeu tudo. Vale tudo. Depois do jogo, no qual António Nobre e a sua equipa realizaram um excelente trabalho, nenhum deles (que eu tenha visto) teve a hombridade de fazer uma mea culpa ou de parabenizar o nomeador e a equipa de arbitragem. Para quê? É mais fácil procurar novos alvos para destilar más energias ou para garantir mais uns clicks. Repito: deve mesmo ser difícil e triste ser-se assim.

Quanto a mim, deixo os parabéns ao António Nobre e restante equipa por, num ambiente de tanta desconfiança e crítica maldosa, terem conseguido sair do Estádio da Luz sem que ninguém, minimamente honesto, lhes possa apontar responsabilidade no resultado.

Fonte: Record