Autor

Jorge Faustino

Data: 19/01/2023

Dérbi mau, dérbi bom, dérbi mau

Este domingo jogou-se aquele que é o grande dérbi do futebol português. Benfica e Sporting empataram a dois num dérbi que divido em três partes.

A primeira, pessimamente mal jogada, foi aquela a que assistimos na semana antes do jogo jogado. Um mau dérbi feito de palavras, com acusações e suspeições sobre a arbitragem, jogado por figuras menores que tinham obrigação de ser maiores que o triste papel de marionetas a usar expedientes vergonhosos e desatualizados na tentativa de condicionar terceiros.

A segunda parte do dérbi foi a que se viveu no estádio da Luz. O dérbi do futebol jogado onde alguns dos melhores intervenientes que temos em Portugal estiveram seu melhor nível, oferecendo-nos um jogo cheio de emoção e com muita qualidade técnica e tática. Por intervenientes falo, em particular, dos dois treinadores, dos jogadores de ambas as equipas e da equipa de arbitragem. Sim, Artur Soares Dias e a sua equipa (VAR incluído) contribuíram para o bom espetáculo, percebendo a dinâmica e contexto de um jogo destes e sem erros relevantes que pudesse ter tido implicação óbvia no resultado. Um dérbi bom.

O terceiro dérbi, novamente mau, veio em linha com o primeiro. Discursos, uns por cegueira clubística e outros, mais graves, por estratégia de comunicação, a tentar culpabilizar decisões da equipa de arbitragem (que desta vez foram quase sempre corretas) para justificar o facto de não se ter conseguido o resultado idealizado…

Valha-nos o facto do dérbi bom ser mesmo o mais importante.

Fonte: Record