Esquecendo os “casos” que, com base em frames enganadores, vão sendo lançados como alimento para enganar os tolos, há dois lances que esta semana suscitaram maior discussão.
Um (não) caso foi o penálti sobre Taremi. De forma telegráfica: Taremi jogou a bola. Sagnan, atrasado na tentativa de também a jogar, apenas pontapeou o pé do atacante. Falta. Sem discussão. Tudo o resto são estratégias de distração.
No Benfica – Vizela, jogo muito exigente, a equipa de arbitragem cometeu UM erro grave: penálti por sancionar favorável ao Benfica por mão de Ofori. Infração na qual o VAR deveria ter tido intervenção. De forma oficiosa (pergunto: porque não de forma oficial?) já se sabe que a equipa VAR se focou num possível penálti por contato com Vertonghen e, com isso, deixou escapar a evidente infração por mão. Erro grave. Erro que, admito, também eu talvez tivesse cometido caso fosse o VAR deste jogo: passei os primeiros dois minutos, após o lance, focado na possível falta sobre Vertonghen e, só depois disso, detetei a infração por mão na bola. O VAR não tem os dois minutos que eu tive. Tem a pressão maior de “entregar” rapidamente uma decisão final e, imagino, ter sido essa a causa do erro. Temos exigido aos VARs, por todo mundo, uma redução do tempo de análise dos lances. O futebol quer mais VAR com menos tempo de VAR. Mas sabemos que, depressa e bem…