Autor

Luciano Gonçalves

Data: 27/08/2022

De ficar de olhos em bico

“Esperamos que possam, todos juntos, preservar a boa ordem da competição e o ambiente necessário para o desenvolvimento do futebol.” Tão simples e efetiva a justificação da Associação Chinesa de Futebol para a aplicação do castigo ao futebolista brasileiro Henrique Dourado, após este abalroar o árbitro do encontro Henan Songshan Longmen-Wuhan Yangtze River.

Para eles o essencial é preservar a competição no seu todo, não permitindo atitudes que coloquem em causa a qualidade das suas competições e resolvem as mesmas de forma exemplar e célere. Em 5 dias, apenas 5 dias, deliberam uma decisão de suspensão de 1 ano e cerca de 29 mil euros de multa para o atleta que embateu de forma intencional contra o árbitro, mostrando respeito pelo árbitro, pela competição e, acima de tudo, pelo futebol.

Já em 2017, a federação chinesa suspendera outro jogador do Shangai SIPG por 8 jogos por ter causado e incentivado confrontos entre os seus colegas e os jogadores adversários. Num país onde o futebol de alta competição ainda é relativamente jovem, é um sinal de inexistência de vícios que são frequentes noutras competições que tão bem conhecemos.

Outra decisão do campeonato que muitos consideram exemplar foi os castigos a dois treinadores por causa de maus comportamentos após um jogo. Thomas Tuchel apanhou um jogo de suspensão e uma multa de 41 mil euros; Antonio Conte, terá de pagar quase 18 mil euros. Quando as próprias organizações têm esta capacidade e meios para impor respeito pelo jogo e pelas pessoas que fazem parte dele, é tudo mais simples.

Fonte: Record