A uniformidade de critério é, talvez, o maior desafio dos árbitros, individual e coletivamente. Um árbitro conseguir manter o mesmo critério durante 90 minutos de uma partida é desafiante. Conseguir fazê-lo de um fim-de-semana para outro e assim por diante, jogo após jogo, já começa a ser épico. Árbitros diferentes conseguirem ter critérios idênticos, coerentes e estáveis ao longo de uma época é quase impossível. Mas, como disse Nelson Mandela, “tudo é impossível até acontecer” e, acredite o leitor, que os nossos árbitros estudam e treinam muito para poderem aproximar-se cada vez mais desse “impossível”.
Isto a propósito de algumas arbitragens que temos visto neste início de época onde o critério de avaliação técnica (falta vs não falta) tem sido razoavelmente largo e em favor de um futebol com o menor número de interrupções possível. O Manuel Mota, que em três jogos oficiais, já apitou os três grandes, tem sido porventura a face mais visível desta postura. Veremos se é uma abordagem individual ou de todos os árbitros porque, independentemente de critério mais largo ou mais apertado, o importante é que haja uniformidade.
Falando em critérios… questiono-me sobre se nomear o mesmo árbitro três semanas seguidas para jogos tão mediáticos se enquadra nalgum critério/estratégia que proteja o árbitro em causa e, consequentemente, a arbitragem?