Um claro e óbvio penálti por sancionar contra o Porto por falta de Pepe sobre Boateng – sem intervenção do Videoárbitro. Um penálti assinalado a favor do Sporting por alegada falta sobre Paulinho onde muitos, eu incluído, consideram ter havido simulação do atacante – sem intervenção VAR. Braço de Coates, dentro da área, a intercetar cruzamento numa ação que muitos, eu incluído, consideram faltosa e, por isso, penálti por sancionar – sem intervenção VAR.
Estes são apenas três lances desta jornada onde, independentemente das opiniões que cada um, ficamos todos com a sensação que seria mais benéfico para a clareza do jogo se o árbitro pudesse ter visto as imagens. O Futebol (e aqui o Futebol são os adeptos, jogadores, treinadores e restantes intervenientes neste desporto-espetáculo) espera que o árbitro possa tomar a decisão com o máximo de informação possível. Informação essa que só podem ter olhando para as imagens.
O contexto atual, do protocolo VAR em vigor e das indicações dados aos videoárbitros, ainda não permite que o árbitro seja chamado em situações “duvidosas” ou “discutíveis”. Cada vez mais, no entanto, as pessoas e as instituições com responsabilidade de gerir a arbitragem a nível mundial estão a ser pressionadas para alargar o critério e âmbito de intervenção do videoárbitro. É o que o futebol espera e é o que vai acontecer. Mais cedo ou mais tarde.