“Arbitragem em bom” foi o título da minha crónica após a primeira jornada. Escrevi a elogiar a competência e acerto das equipas de arbitragem nesses jogos.
Hoje, e sobre a última jornada das ligas profissionais, o título pode e deve ser o mesmo. Em todos os jogos decisivos os árbitros tiveram o papel que se espera que tenham: descrição e acerto. E não será injusto que, em jeito de balanço, o título seja o mesmo.
Em todas as jornadas ouvimos queixas, mas, olhando para trás, arrisco-me a dizer que os árbitros foram um dos plantéis mais competentes. Não quero com isto escamotear os erros que foram acontecendo. Os nossos árbitros, sendo globalmente competentes, precisam de continuar a crescer. Mas precisam de mais compreensão, apoio e proteção. Tantas vezes damos o futebol inglês como exemplo. Pois saiba o leitor que, a nível europeu, a competência dos nossos árbitros é claramente reconhecida como superior relativamente aos congéneres do Reino Unido. As grandes diferenças entre o que os árbitros ingleses vivenciam na Premier League e os portuguesas nas nossas ligas profissionais são compreensão, apoio e proteção. A compreensão trabalha-se. O apoio e proteção estão nas mãos da Liga, FPF e Conselho de Arbitragem e podemos ver medidas já para a próxima época. Vai acontecer?