“Da primeira à última jornada” foi uma expressão usada e reforçada pela Direção Técnica Nacional de Arbitragem junto dos árbitros, quando se referiam a alguns critérios que se pretendia ver implementados com rigor não apenas nas primeiras jornadas, mas de forma coerente e uniforme ao longo de toda a época.
A chamada “regra do capitão” e a quase tolerância zero a protestos dirigidos aos árbitros foi uma dessas situações. Todos – arbitragem, clubes, comunicação social e adeptos – foram avisados de que os árbitros seriam exigentes com os comportamentos dos jogadores.
Assim foi na primeira jornada… mas já não tanto na segunda. É muito difícil para os árbitros conseguirem “lutar” contra uma forma de estar no futebol em que os jogadores, com destaque negativo até para os das equipas grandes, não se coíbem de protestar, discutir e questionar as decisões da arbitragem.
O erro está nesse comportamento. Mas terão de ser os árbitros a assumir o papel de fator de mudança, mesmo que isso implique tomar decisões muito impopulares. Um exemplo teria sido, por exemplo, expulsar com segundo amarelo o capitão do Porto que, logo na jogada seguinte após ter visto um cartão por protestos, voltou a contestar de forma bastante visível uma nova decisão do árbitro.
Vai ser difícil… ou vai ficar tudo na mesma. E, acreditem, a culpa não será dos árbitros.
protestos, voltar a contestar de forma bastante visível uma nova decisão do árbitro. Vai ser difícil ou vai ficar tudo na mesma. E a culpa, acreditem, não será dos árbitros.