Fim de semana tranquilo no que à arbitragem diz respeito, não sendo alheio a esse facto o triunfo dos três primeiros classificados nos respetivos jogos. Claro que houve erros e, claro que, com maior, menor ou nenhuma razão, surgiram declarações e “comunicados” a queixarem-se das arbitragens. Já estamos habituados a que as estruturas dos clubes entendam ser importante manter um clima de desconfiança e revolta contra os árbitros, não vá o seu clube perder pontos inesperados e ser preciso ter alguém à mão, e com queixas no cadastro, para apontar como culpado do desaire.
A nível internacional, foi uma semana mais tumultuosa. O que se passou no Benfica–Real Madrid foi grave e condenável: refiro-me aos óbvios comportamentos de racismo vindos das bancadas do Estádio da Luz. As recorrentes provocações de alguns jogadores para com o público não justificam, em circunstância alguma, atitudes racistas. O futebol não precisa disso.
Quanto aos insultos trocados entre Vinícius Jr. e Prestianni, conhecendo as dinâmicas do que se diz dentro de campo, limito-me a sublinhar que seria importante que ambos (e também outros) tivessem consciência do papel de modelos que desempenham na sociedade. O futebol precisa de atletas como eles, mas precisa que sejam maiores do que foram naquele momento.
Quem também não teve um momento feliz foi o brasileiro Gustavo Marques que, descontente com a arbitragem, questionou o facto de terem colocado “uma mulher para apitar um jogo deste tamanho”. Grave. Não podemos ir por aí. Jamais.