Autor

Marco Ferreira

Data: 27/01/2022

Heróis ‘fake’

Jornada difícil para os árbitros com a maioria das decisões a serem corretas, mas, como sempre, alvo das interpretações que mais se adequam aos interesses de cada um. O campo das especulações aumenta quando já não basta o ‘óbvio’ e entramos no campo da intensidade, intencionalidade e, muitas vezes, do imaginário.

O VAR demonstrou a sua importância numa jornada com algumas decisões importantes revertidas em casos factuais.

Em Alvalade um ‘não caso’ tornou-se tema de controvérsia pelo facto de o árbitro demorar a decidir. Antigamente os protestos eram pelo erro cometido, atualmente ignoram o óbvio (rasteira clara) e destacam o ‘tempo perdido’ na decisão.

Os árbitros continuam a exagerar nas interrupções de jogo, é indesmentível, mas a responsabilidade não é exclusivamente dos árbitros, é também um problema do futebol português que continua a proporcionar momentos ‘heróicos’ aos jogadores que simulam penáltis, agressões e até lesões. Quanto mais ‘enganam’ o árbitro mais aplausos recebem na habitual voltinha ao relvado no final dos jogos.

Já quiseram acabar com o VAR, já afirmaram que o fairplay era uma “treta”, já vimos técnicos com o dedo do meio no ar, até ‘pulguinhas’ nos genitais, agora contribuir para a qualidade do futebol, infelizmente essa exigência é só feita à estrutura da arbitragem.

Fonte: Record