"Nós somos a 17.ª selecção na fase final e estamos todos juntos. Mas todos também têm a ambição pessoal de apitar a final. Somos amigos, mas também rivais. De qualquer modo, cabe ao comité da UEFA tomar a decisão e tudo o que podemos fazer é dar o nosso melhor", reconheceu o eslovaco Lubos Michel à agência Reuters no final de mais um treino no quartel-general dos chamados homens de preto, nos arredores da cidade suíça de Zurique. Um factor que pode ser decisivo na escolha do árbitro da final passa pela presença ou não da selecção do seu país e de quão longe ela consegue ir na competição. Lubos Michel é o primeiro a reconhecer que, como a Eslováquia falhou o apuramento, pode ser beneficiado com isso. "Como o meu país não está aqui, tenho mais hipóteses", observou.
Já o espanhol Manuel Mejuto, cuja selecção ainda está em prova (defronta a Itália no sábado), coloca os interesses nacionais acima de qualquer pretensão pessoal. "Se a Espanha chegar à final, voltarei feliz para casa. Todos os jogadores [de Espanha] são meus amigos, conheço-os da Liga doméstica e os jogadores são mais importante do que os árbitros", disse.
Para o sueco Peter Frojdfeldt, que irá apitou na passada quinta-feira o jogo da Selecção Nacional com a Alemanha, o caminho terá ficado muito mais fácil com a eliminação da sua selecção, ocorrida na quarta-feira com a derrota para a Rússia. "É claro que eu gostaria que a Suécia chegasse à final. Mas isto não vai acontecer e agora, para representar o país, nós queremos estar na final", observou.In: Record