Quartos-árbitros abandoraram ontem o Euro 2008

O seu trabalho no UEFA EURO 2008™ está feito, mas os quartos-árbitros partem esta quinta-feira cientes de que realizaram uma tarefa muito importante, depois de terem desempenhado uma função vital nas equipas de arbitragem durante a fase de grupos da competição.
"Entrar em campo"
Oito quartos-árbitros - todos eles excelentes árbitros principais - desempenharam este papel especial juntamente com os 12 árbitros e 24 árbitros-assistentes, durante a fase de grupos. Entre eles esteve o português Olegário Benquerença. Os juízes chegaram à Suíça para aprender e partem agora com a esperança de da próxima vez integrarem o grupo de juízes principais. "Se perguntar a qualquer um dos oito quartos-árbitros, todos lhe vão responder o mesmo", disse o escocês Craig Thomson, um dos elementos do quarteto de arbitragem. "O próximo objectivo é entrar em campo, é para isso que trabalhamos. Desta vez, tivemos uma pequena amostra daquilo em que queremos participar".
"Sonhar com estes momentos"
Thomson, árbitro principal no seu país, e já com experiência acumulada a nível europeu, foi membro da equipa de arbitragem que esteve presente no último Campeonato da Europa Sub-21, na Holanda, e este Verão teve a oportunidade de viver de perto a atmosfera do UEFA EURO 2008™, numa função um pouco diferente do habitual. "Foi fantástico quando me informaram que ia estar presente no EURO. Este é um dos momentos com que sonhamos quando começamos uma carreira na arbitragem. Tive a felicidade de participar no torneio Sub-21, na última época, mas isto é um nível superior, onde posso trabalhar e aprender com os melhores".
Preparação meticulosa
Thomson chegou à Suíça sabendo que, se num dos jogos onde estivesse destacado, o árbitro principal se lesionasse ou estivesse de algum modo incapacitado, ele sabia que seria chamado a entrar em acção. Por isso, a sua preparação no centro de treinos dos árbitros, em Regensdorf, perto de Zurique, foi a mesma a que estaria sujeito caso fosse um árbitro principal do EURO. "Não há diferença nenhuma na rotina a que somos sujeitos. Temos treinado sob a orientação de Werner Helsen, especialista físico do sector da arbitragem da UEFA", explicou Thomson. "Treinamos e estamos concentrados na função de arbitrar um jogo, por isso, quando aqui chegámos não fomos tratados de maneira diferente em relação aos árbitros principais. Existe sempre a eventualidade de alguém se lesionar, por isso temos essa ideia sempre no pensamento, para o caso de sermos chamados a substituir algum colega. Mas não queremos que isso aconteça, não é essa a maneira pela qual gostaria de ser chamado ao serviço, nem para mim, nem para um colega de profissão".
Capacidade de gestão
Outro aspecto fundamental do trabalho destinado ao quarto-árbitro é o controlo e supervisão de mais de 40 pessoas, divididas entre os dois bancos de suplentes. "[Ser quarto-árbitro] é, definitivamente, uma área especializada", refere Thomson. "O árbitro principal tem 22 pessoas para controlar, neste caso, os jogadores, nós temos 46. De um certo modo, tem que se ter capacidade de gestão; estamos lá para evitar possíveis problemas, por isso devemos permanecer calmos e no controlo da situação". Durante a fase de grupos, os quartos-árbitros tentaram actuar de acordo com o "slogan" do UEFA EURO 2008™. "Nós temos emoções esperadas", acrescentou Thomson. "Não nos perguntaram se queríamos ser como polícias, mas estamos lá para manter o controlo sobre os acontecimentos. Esperamos uma certa emotividade da parte dos treinadores". Ter estado na linha da frente de um torneio da magnitude do UEFA EURO 2008™ certamente que vai ajudar Thomson e os seus sete colegas a desempenharem da melhor forma as suas tarefas de árbitros principais no futuro.
Quartos-árbitros
Os oito quartos-árbitros presentes no UEFA EURO 2008™ foram: Ivan Bebek (Croácia), Stéphane Lannoy (França), Viktor Kassai (Hungria), Kristinn Jakobsson (Islândia), Grzegorz Gilewski (Polónia), Olegário Benquerença (Portugal), Craig Thomson (Escócia) e Damir Skomina (Eslovénia).

in: uefa.com