Artur Soares Dias fez um trabalho globalmente muito competente no difícil clássico deste Domingo. Não isento de erros, teve o mérito de manter o jogo controlado fazendo com que as suas decisões fossem aceites pelos intervenientes na partida.
Como sempre, e qualquer pessoa intelectualmente honesta sabe disto, para além das decisões acertadas – a maioria – existiram outras mais questionáveis ou até evidentemente erradas. Faz parte.
Uma dessas decisões aconteceu aos 17’ num lance onde, na minha opinião, Gonçalo Inácio derrubou Pepê à entrada da área do Sporting. Também, na minha opinião, o Pepê, seguiria numa clara oportunidade de golo caso não tivesse sofrido falta. Assim, ficou uma falta por sancionar e vermelho por exibir. Esta é a minha opinião. Há opiniões diferentes.
Independentemente das opiniões sobre lances ou até sobre a qualidade dos árbitros e videoárbitros intervenientes nesses mesmos lances há linhas que, pelo menos as pessoas e organizações ligadas ao futebol, não podem ultrapassar. Não foi isso que aconteceu.
No dia seguinte ao jogo foi lançada uma campanha vergonhosa contra o videoárbitro deste Sporting – Porto. Campanha que, a meu ver, tem uma clara e óbvia estratégia de tentativa de condicionamento do Conselho de Arbitragem para nomeações futuras e/ou tentativa de condicionamento do próprio árbitro. É só… vergonhoso!