O combate ao racismo é uma prioridade na Fifa. Enquanto árbitro, participei de várias palestras em que éramos orientados a ser firmes contra qualquer ato de racismo.
A Fifa inclusive criou o protocolo dos três passos para que o árbitro possa paralisar, interromper e finalmente encerrar uma partida em razão de atos racistas. Mas, depois de três anos de vigência desse protocolo, está claro que o problema continua.
Pouco rigoroso, protocolo de combate ao racismo no futebol dá cheque em branco aos racistas
O caso deste domingo envolvendo Neymar no jogo entre PSG e Olympique de Marselha chamou atenção para a necessidade de utilizar todas as ferramentas possíveis para combater essa praga.
Expulso, Neymar protesta contra racismo: “Arrependimento é por não ter dado na cara desse babaca”
Neymar reclamou que o VAR serviu para expulsá-lo, mas não para captar a ofensa racista de seu adversário. O protocolo do VAR não permite atuar em situações de ofensas verbais. Mas Neymar tem razão!
Se a imagem ou o áudio da ofensa existisse, concordo que seria um absurdo não poder usá-la.
O protocolo precisa abrir uma exceção se for possível identificar claramente a ofensa racista. Em toda a minha carreira, nunca vi um jogador fingir ser vítima de racismo.
*Texto escrito em português do Brasil