Estes últimos dias foram de partilha entre as várias instituições do futebol português. O Conselho de Arbitragem, depois de partilhar com os clubes as orientações que tinham sido dadas aos árbitros, reuniu-se com as associações de classe a fim de trocar ideias e partilhar as várias orientações.
Também a Liga Portugal partilhou com a comissão de diálogo social os objetivos da época desportiva e a estratégia de posicionamento dos próximos anos, com o envolvimento de todos.
Voltando ao tema das orientações, para bem do futebol e dos seus intervenientes seria importante o sucesso das mesmas, mas espero que não sejam, a médio prazo, mais um motivo para colocar em causa a competência e a seriedade dos árbitros, pois é importante perceber que o sucesso de implementação das orientações depende de todos – jogadores, treinadores, árbitros, dirigentes, comentadores, comunicação social e até dirigentes de arbitragem. Que não seja apenas para encontrar o culpado, mas sim para valorização do futebol.
Sobre as orientações em concreto, destaca-se a tentativa de aumento do tempo útil de jogo, tentando reinícios mais rápidos, mais tempo de compensação por cada substituição, obrigatoriedade de saída dos jogadores substituídos pela linha mais próxima, punição mais célere do guarda-redes por perda de tempo e claro tentar combater as simulações.
Dar nota ainda que é objetivo do Conselho de Arbitragem combater as entradas duras e os comportamentos irresponsáveis nos bancos de suplentes.
Todas as indicações têm como fim principal “melhorar o jogo e o espetáculo”, mas é importante não esquecer já de início que o objetivo não é culpar o árbitro, mas sim todos fazerem a sua parte no alcance do sucesso das orientações.