O futebol é uma das áreas da sociedade que mais mexe com as pessoas, muitas vezes pelo amor a um clube, sendo este amor muitas das vezes colocado acima das responsabilidades pessoais e profissionais. Será este amor cego bom ou uma ‘doença’ perigosa que vai afetando pessoas de vários extratos sociais, facilmente influenciáveis por qualquer voz que apareça estrategicamente com o objetivo de desviar as atenções de falhanços desportivos ou negócios esquisitos?
Os adeptos ouvem destes artistas o que queriam ouvir num momento de frustração após uma derrota do seu clube. Aquelas palavras caem como ordens do além, encaminhando cordeirinhos que não sabem para onde ou porquê. O que estes adeptos não sabem é que os artistas de cima estão se borrifando quando suas ações tem consequências. Acham que algum dos que vos incentivam a ofender e a ameaçar vão preocupar-se quando estiverem sentados no banco dos réus? E os artistas continuarão a brincar no mundo do faz de conta que mais se parece com o jogo do monopólio – com dinheiro faz de conta, com clubes que hoje são deste e amanhã são daquele, com jogadas de sorte mas que por vezes lá calham na casa da prisão.
Adoro o futebol, tenho imenso respeito pelos milhares de pessoas de bem que trabalham no futebol, mas tenho nojo dos artistas sem escrúpulos que se movimentam e vivem à custa desta paixão, protegendo-se por um estatuto que devia envergonhar a nossa democracia.