Autor

Jorge Faustino

Data: 09/02/2022

O “robot” do fora-de-jogo

São 12 camaras colocadas na cobertura do estádio que captam todas as movimentações dos jogadores através de até 29 pontos do seu corpo a uma velocidade de 50 vezes por segundo. Estes são os principais números da tecnologia semi-automática de apoio às decisões de fora-de-jogo que está a ser utilizada no mundial de clubes e que, no jogo Al Jazira – Pirae, anulou em menos de 20 segundos um golo obtido num fora de jogo muito “curto” (a FIFA não disponibiliza os centímetros como acontece em Portugal).

Este sistema anula a intervenção humana de picar os pontos no corpo dos jogadores envolvidos, anulando assim toda a margem de erro que essa intervenção atualmente traz para o processo de colocação das linhas virtuais.

É sem dúvida uma fantástica evolução e contribuição para a melhoria do trabalho das equipas de arbitragem. É o futuro e já se prevê que no início da época 2013/2014 a Premier League disponha deste sistema.

O número que não foi partilhado será, porventura, aquele que mais dificuldades trará à rápida adoção nas diversas competições por todo o mundo: o preço. Ainda não há informação pública sobre custos, mas seguramente serão valores nada democráticos.

Nota importante: a discussão sobre foras de jogo de interpretação como “influenciar um adversário” nunca ficará resolvida com qualquer tecnologia. Vamos sempre poder discutir arbitragem…

Fonte: Record