Autor

Jorge Faustino

Data: 16/08/2023

Homenagens justas

Sendo este o primeiro artigo de opinião que escrevo esta época, há alguns temas que não quero deixar de abordar, mesmo que telegraficamente:

Rui Costa e Manuel Mota terminaram a sua carreira como árbitros no terreno de jogo. Dois homens que dedicaram a sua vida à arbitragem e que podem orgulhar-se do seu percurso. No caso do Manuel foram 13 anos e no do Rui foram “apenas” 20 a apitar no principal escalão do futebol português. Parabéns a ambos. Merecem sentir-se orgulhosos do que fizeram. E… boa sorte para a nova fase da carreira como videoárbitros especialistas.

A arbitragem portuguesa não se limita aquele topo que vemos no futebol profissional. Há muitos mais árbitros nos diversos escalões do nosso futebol que também terminaram carreira e que se podem orgulhar do seu percurso. Um exemplo? Rui Soares, árbitro de Santarém, que dirigiu jogos das competições da FPF durante os últimos 24 anos. É obra. Parabéns Rui.

Há fins e há começos. Ou estreias. Na 1ª jornada da Liga tivemos um momento histórico. A Andreia Sousa, árbitra de Braga, foi a primeira mulher a ser árbitra assistente num jogo da I Liga. Quem merece os parabéns? A Andreia, a arbitragem feminina e o futebol português no geral.

Ainda sobre esta jornada, uma breve nota: excelente arbitragem de António Nobre num jogo dificílimo.

A terminar, recuar uma semana até ao jogo da Supertaça, apenas para dizer que o Luís Godinho, podendo até ter tido oportunidade de gerir o jogo de outra forma, não esteve mal. Há, sim, quem tenha estado muito mal. E só por cegueira de clubite ou por má-fé alguém poderá tentar desculpabilizar comportamentos muito graves apontando o dedo a um juiz que que aplicou a lei e que atuou de acordo com aquilo que são as indicações.

Fonte: Record