Autor

Jorge Faustino

Data: 02/12/2020

Há erros e erros…

O futebol está a evoluir. A forma de arbitrar os jogos, com a inserção do videoárbitro, também evoluiu e, diria, melhorou muito. Consequentemente, a margem para se aceitarem alguns erros diminuiu. Temos de, no entanto, saber separar as coisas e os erros:

A falta de originou o lance que deu a vitória ao Benfica foi um erro de arbitragem “normal”. O VAR nada poderia fazer. A infelicidade do árbitro e do jogo foi o facto de daí ter nascido uma nova jogada que acabou por decidir o jogo.

Já o lance do golo de Pote (Sporting) é um erro menos fácil de perceber. Considerando a velocidade e confusão do lance, percebe-se a falha do árbitro em campo. Já o VAR poderia e deveria ter detetado o toque da bola no braço. Cada vez menos o Futebol vai aceitar e perdoar estes erros dos videoárbitros.


Ainda sobre a evolução do futebol, nota de destaque para a árbitra francesa Stéphanie Frappart que, hoje, fará história ao ser a primeira mulher a dirigir um jogo da Liga dos Campeões (Juventus – Dínamo Kiev)

Em sentido oposto, acompanhei de perto o impacto que uma resposta dada por Jorge Jesus à Rita Latas, jornalista da SportTv, teve na mesma. Profundamente desadequado, injusto e pouco ético. Este é outro tipo de “erros” de que o Futebol não precisa.

Fonte: Record