Autor

Jorge Faustino

Data: 07/02/2024

Futuro passa pela Ética

Na passada semana falei do Cartão Branco, do seu simbolismo e da importância que este pode ter enquanto ferramenta que premeie e incentive atos éticos e de fair play no futebol.

O Cartão Branco, que tanto promovo e defendo, não deveria existir. Ou melhor, a sua existência não deveria ser necessária numa sociedade e num futebol que fossem responsáveis e auto conscientes.

Infelizmente temos, todas as semanas, dentro e fora do campo, comportamentos e declarações que apenas demonstram que o futebol está ainda muito longe de ser um bom exemplo para uma sociedade ética.
Nem preciso de abordar aqueles exemplos mais óbvios ligados a alegados crimes que a justiça tem de investigar. Basta olhar para outros mais corriqueiros e que já nem valorizamos como as muitas situações em todos os jogos onde os jogadores tentam enganar os árbitros com simulações, a forma como os adeptos aprovam e incentivam esses comportamentos ilícitos, ou ouvir as declarações que treinadores ou dirigentes vão fazendo e que tantas vezes surgem com único propósito de pressionar ou tentar condicionar os árbitros, etc etc…

O futebol está doente. Tal como as pessoas quando não estão bem, o futebol devia parar ou pelo menos abrandar e começar a tratar-se. Mas tal como as pessoas, o futebol não quer, ou não pode, dar-se ao luxo de se desfocar na faturação, no negócio. E assim vai continuar… até destruir o próprio negócio.

Apenas com ética teremos um futebol e uma sociedade sustentáveis.

Fonte: Record