Autor

Jorge Faustino

Data: 12/01/2022

Uma vergonhosa falta de respeito

As simulações de jogadores, com foco nas quedas dos atacantes no interior da área adversária, foram identificadas como um dos flagelos do futebol na primeira década deste século. A FIFA, as confederações e as federações, através de campanhas junto dos diversos agentes do futebol, em particular através de recomendações aos árbitros para serem inflexíveis na aplicação de castigos disciplinares (cartão amarelo), conseguiram reduzir drasticamente o exagero de simulações para ganhar penáltis que se viam nos campos de futebol.

Com o videoárbitro, passou a ter ainda menos lógica a veleidade de alguns jogadores em tentarem enganar os árbitros para ganharem penáltis e até expulsões. Infelizmente passámos a ver mais regularmente outro tipo de simulações: aquelas que tentam ganhar amarelos para os adversários. As exageradas e muitas vezes simuladas faltas de mãos/braços na cara estão a tornar-se um flagelo do nosso futebol. Raro é o jogo televisionado, e não falo apenas dos jogos dos três grandes, em que não vemos um jogador atirar-se para o chão a queixar-se de grave contato na sua cara quando a mão/braço do jogador apenas passou perto ou acertou, por exemplo, no peito.

O que temos visto é, simplesmente, uma vergonhosa falta de respeito pelos colegas de profissão, pelos adeptos e pelo futebol no geral.

Fonte: Record