As simulações de jogadores, com foco nas quedas dos atacantes no interior da área adversária, foram identificadas como um dos flagelos do futebol na primeira década deste século. A FIFA, as confederações e as federações, através de campanhas junto dos diversos agentes do futebol, em particular através de recomendações aos árbitros para serem inflexíveis na aplicação de castigos disciplinares (cartão amarelo), conseguiram reduzir drasticamente o exagero de simulações para ganhar penáltis que se viam nos campos de futebol.
Com o videoárbitro, passou a ter ainda menos lógica a veleidade de alguns jogadores em tentarem enganar os árbitros para ganharem penáltis e até expulsões. Infelizmente passámos a ver mais regularmente outro tipo de simulações: aquelas que tentam ganhar amarelos para os adversários. As exageradas e muitas vezes simuladas faltas de mãos/braços na cara estão a tornar-se um flagelo do nosso futebol. Raro é o jogo televisionado, e não falo apenas dos jogos dos três grandes, em que não vemos um jogador atirar-se para o chão a queixar-se de grave contato na sua cara quando a mão/braço do jogador apenas passou perto ou acertou, por exemplo, no peito.
O que temos visto é, simplesmente, uma vergonhosa falta de respeito pelos colegas de profissão, pelos adeptos e pelo futebol no geral.