Autor

Jorge Faustino

Data: 02/09/2025

Existirá sempre ruído

Na jornada em que tivemos o primeiro clássico da Liga 2025/2026, assistimos às primeiras queixas mais mediáticas sobre arbitragem. Curiosamente, essas queixas não vieram do Sporting ou do FC Porto, mas sim do Benfica.

Vamos então por partes, ou melhor, por jogos.

No Sporting-FC Porto, tivemos uma estreia em clássicos: o ‘novato internacional’ João Gonçalves dirigiu de forma madura e personalizada um encontro intenso, equilibrado e com alguns lances de difícil análise e gestão. Há sempre decisões discutíveis, pelo caráter mais subjetivo da avaliação, mas, na minha opinião, fez um excelente trabalho.

No Alverca-Benfica, o também jovem José Bessa teve um jogo exigente em que, para além das decisões de área e da validação de golos, enfrentou várias situações disciplinares. Esteve quase sempre bem, nomeadamente na expulsão de Dedic por acumulação de amarelos. Disciplinarmente, apenas uma dúvida: talvez Ríos devesse ter visto o 2.º amarelo quando rasteirou um adversário que entrava na área do Benfica (benefício da dúvida para a decisão de não atuar disciplinarmente). Já uma certeza: o comportamento do treinador do Benfica após a expulsão de Dedic, visível nas imagens televisivas, deveria ter-lhe valido a expulsão.

Concluindo: dois jovens árbitros foram lançados às feras e cumpriram. Quanto ao ruído… existirá sempre.

Fonte: Record