Autor

Luciano Gonçalves

Data: 24/07/2022

Estupidez

Tenho imensas semanas em que não sei que titulo dar ao artigo semanal, mas este foi claramente o mais fácil. Como é possível, no ano de 2022, ler artigos de opinião de críticos da sociedade que têm a obrigação cívica e moral de ser exemplos da sociedade, escreverem algumas barbaridades como as que escreveram esta semana como de uma cartilha se tratasse, fazendo-me recordar momentos semanais da nossa quinta de comentários futebolísticos.

Mas voltando ao tema de pura estupidez, onde o arquiteto José António Saraiva se lembrou de escrever um artigo de opinião machista, sem nexo e completamente fora da caixa, se fosse de alguém mais jovem e com necessidade de aparecer, era fácil encontrar justificação para tal atentado, que ultrapassa o direito da opinião.

Em pleno 2022, alguém dizer que a promoção do futebol feminino é ideologia de género e uma questão de política, ou ainda mais berrante, ou alguém dizer que o preocupa ver jogadoras de futebol levarem com boladas no peito e que tem receio das consequências físicas é de bradar aos céus. Como disse o Nuno Raminhos, “foi uma sorte o pai do Saraiva não jogar à bola!”

Dizer que as mulheres são incapazes fisicamente e mentalmente é apenas estupidez pura e dura, que felizmente não se pega através da leitura.

Já o professor Pedro Anunciação lembrou-se de escrever a seguinte pérola: “Eu acredito mesmo que as dores mensais de menstruação sejam difíceis de suportar pelas mulheres. Mas se fosse patrão, para um lugar importante, procuraria antes homens, a não ser que a diferença salarial fosse muito convidativa.” Deixo para os leitores o comentário desta opinião em pleno ano de 2022.

Temos a obrigação de promoção e de criação de igualdade de oportunidade. Se depois existe competência, qualidade, profissionalismo, qualidade ou valência, logo devem ter as mesmas oportunidades, não sendo assim é pura estupidez ou ignorância.

Fonte: Record