Autor

Luciano Gonçalves

Data: 13/02/2021

Agora sou eu que tenho azia

Longe vai o dia 23 de janeiro de 1999. E só passado estes anos percebi o que é sentir azia. É incompreensível, injustificável e imaturo que um ex-árbitro com milhares de jogos e centenas de erros venha falar de um ex-colega de profissão da forma baixa e sem nível como o fez em relação a Luís Godinho, numa análise ao seu desempenho num jornal desportivo sobre um jogo de futebol. “Para este, o sítio adequado é a ETAR. De preferência , na foz de um rio”. Isto mais parece uma frase de um fanático sem princípios nem valores, mas foi de um ex-árbitro que não respeita a atividade que lhe deu o espaço de visibilidade que ainda tem.

Pela forma depreciativa como tem vindo a falar dos árbitros nos últimos anos, já tudo era de esperar, mas não esperei que pudesse chegar a esta falta de nível. Dizia o dramaturgo Bernard Shaw: “Nunca lutes com um porco. Primeiro, porque ficas sempre sujo e, segundo, porque o porco gosta”. Peço desculpa por estar a fazer a mesma figura triste ao responder a esta provocação de baixo nível, dando-lhe importância, mas a azia levou-me a responder desta forma.

Apenas peço que não me dê nenhuma importância ou me ignore e não me responda. Se tiver alguma coisa a dizer, que a resposta seja apenas dirigida ao Luís Godinho e seus familiares, pedindo desculpas pela infeliz frase. Errar é humano, assumir o erro é de respeito.

Uma palavra final para o pai, marido, filho, neto e amigo Luís Godinho: muita força e estamos juntos.

Fonte: Record