Autor

Luciano Gonçalves

Data: 16/09/2023

Admiração e respeito

Aproveito este espaço para homenagear quem, na minha humilde opinião, é uma das grandes figuras do dirigismo desportivo português.

Esta semana, aquando da minha presença nas audições públicas para a revisão da Lei de Bases da Atividade Física e do Desporto, ouvi o anúncio público da atribuição do título de Doutor Honoris Causa, por parte da Faculdade de Motricidade Humana, a José Manuel Constantino.

Licenciado em Educação Física pelo Instituto Superior de Educação Física, onde exerceu a sua carreira de docente entre 1973 e 2022, já teve inúmeros cargos de destaque no Desporto, sendo desde 2013 o Presidente do Comité Olímpico de Portugal.

Tenho em José Manuel Constantino uma referência. Falo de uma pessoa que tudo tem feito para a melhoria do desporto em Portugal, de uma forma frontal, independente e isenta.

Num plano mais particular, não esqueço o privilégio de ter tido José Manuel Constantino a escrever algumas palavras no meu primeiro livro.

Num mundo cada vez mais acelerado, onde os valores da ética, do respeito, da educação e do desportivismo são, infelizmente, cada vez menos respeitados, não posso deixar de enaltecer uma figura que serve de farol para as minhas ações enquanto dirigente desportivo.

João Pinheiro, Luciano Maia e Bruno Jesus foram nomeados para o Campeonato Mundial de Futebol sub-17, que será realizado na Indonésia de 10 de novembro a 02 de dezembro deste ano.

Estou muito satisfeito por estas nomeações. É o reflexo do trabalho deles, mas também da arbitragem portuguesa no seu conjunto. Estes momentos são fundamentais para valorizar o que de bom é feito pelos árbitros portugueses. Como qualquer agente envolvido no futebol, os árbitros também erram, mas esta nomeação mostra que têm qualidade.

Sabemos a importância que a FIFA dá a esta competição, o que nos leva a sentir muito orgulho pela escolha da arbitragem portuguesa para integrar este campeonato do mundo.

Este também é o momento de pensarmos na necessidade de continuar a melhorar as condições de trabalho dos árbitros, em todos os níveis de competição, para que os desempenhos sejam cada vez melhores.

Fonte: Record