Bola de papel ajuda a decidir acesso à final da Taça UEFA

Quem acha que o Chelsea teve azar com o árbitro na meia-final da Liga dos Campeões, ou com o golo que sofreu nos últimos instantes da partida com o Barcelona, não sabe o que é azar. Azar é ser afastado de uma final europeia por causa de uma bola de papel atirada para o relvado pelo público. E foi exactamente isso que aconteceu ao Hamburgo, no segundo jogo da meia-final da Taça UEFA.
Aos 83 minutos, num lance aparentemente inofensivo e que parecia controlado por Michael Gravgaard, defesa dinamarquês do Hamburgo, uma bola de papel, atirada das bancadas para dentro do relvado desviou a trajectória da bola de jogo, levando Gravgaard a ceder involuntariamente um pontapé de canto [vídeo em baixo].
Diego cruzou para a área, o português Hugo Almeida desviou ao primeiro poste e Baumann acabou por fazer o 3-1, decisivo na vitória e no apuramento do Bremen para a sua primeira final da Taça UEFA. O resultado final do encontro, realizado em Hamburgo, foi de 3-2 contra a equipa da casa que ganhara o jogo da primeira mão, por 1-0, mas que acabou por ser eliminada devido à regra dos golos marcados fora.
Tragédia (do Hamburgo) ou comédia (para o Bremen), certo é que o protagonismo da bola de papel não passou despercebido aos repórteres de uma televisão alemã que acabaram por entregá-la ao treinador do Bremen, Klaus Allofs. E, segundo o técnico, depois de um papel tão decisivo, a bola de papel merece ir para as montras do Bremen. "Vou levá-la comigo. Vai para o museu do clube e vai ter um lugar especial", afirmou Allofs, antigo internacional alemão. Com essa decisão, acaba por gorar-se a possibilidade de a bola de papel ser vendida no “site” de leilões online eBay, com a receita a reverter a favor de projectos de solidariedade. Uma hipótese que chegou a ser aventada, segundo noticia o tablóide alemão “Bild”.
O Werder Bremen defronta a 20 de Maio os ucranianos do Shakhtar Donetsk na final da Taça UEFA, em Istambul, Turquia.

Nota de Esclarecimento: Para sermos rigorosos e atendendo ao que dizem as Leis de Jogo, esta bola de papel deveria ter sido considerada como um elemento estranho e, portanto, o jogo deveria ter sido interrompido e recomeçado com uma bola ao solo no local deste contacto.