Profissionalização dos árbitros à espera de enquadramento legal

A profissionalização dos árbitros está apenas à espera do enquadramento legal por parte do governo para que a promessa da Liga Portuguesa de Futebol Profissional seja cumprida e daí resulte uma completa transformação no sector.
“O projeto piloto concluiu-se. Fizemo-lo. Uma entidade independente já entregou um relatório à direção da Liga. Estamos a criar condições em termos legais e regulamentares para uma carreira sustentada e com garantias relativamente às pessoas que vão aderir ao projeto”, revelou Vítor Pereira.

O presidente da Comissão de Arbitragem (CA) esclareceu que o próximo passo não depende da Liga: “(O projeto será uma realidade) Assim que haja condições e a tutela ofereça um enquadramento legal em que haja condições para um projeto que será, indiscutivelmente, de mudança de paradigma e um alavancar da qualidade que é necessária para o futebol profissional”.

Ainda sobre a arbitragem, Vítor Pereira garantiu que ele e a sua equipa da CA estão “imunes a pressões”, lembrando a grande experiência do trio que a lidera, composto ainda por Domingos Gomes e António Silva.

“Juntos, temos 90 anos de arbitragem. Não sou de modo algum pressionável. Nem pelo que se diz de mim, nem recados para eu ler ou ouvir. É inócuo esse tipo de tentativas. Temos o nosso rumo, caminho, objetivos e a nossa vida como passaporte. Temos confiança nas pessoas, sabemos o que trabalharam para estar ao mais alto nível. Eles também sabem que podem confiar na CA, que não é suscetível de enviesamento de comportamentos e posturas”, vincou.

Aos que questionam o seu trabalho e seriedade, deixou três frases: “O futebol é o meu mundo. A arbitragem a minha vida. Sou um dirigente responsável”.

Vítor Pereira revelou ainda as preocupações que lhe foram transmitidas pelos treinadores de futebol antes do inicio da época, nomeadamente “os livres próximos da área, os pedidos de cartões para adversários, simulações, firmeza nas confrontações e reclamações, reforço no combate ao jogo violento e contributo para o aumento do tempo útil de jogo”.

Para este mandato de quatro anos, que termina em 2014, a CA aposta em “aumentar a qualidade do futebol, dar passos rumo ao profissionalismo, investir na formação e no treino e continuar o relacionamento respeitoso, construtivo com os clubes e demais agentes do jogo”.

“Parceria com todos os agentes desportivos, visar a excelência competitiva, fomentar um clima de paixão de transparência entre todos os parceiros e assumir um compromisso social com escolas e árbitros jovens” são alguns dos “valores” defendidos por Vítor Pereira.

Para o trabalho no terreno, a CA conta com 25 árbitros, 52 árbitros assistentes, 30 observadores, todos apoiados por um gabinete de aperfeiçoamento técnico e oito centros de treino espalhados pelo país.

Por Redação com Lusa