No final do curso de inverno para os quadros de arbitragem de elite da Europa, esta quinta-feira, a Uefa instruiu os árbitros a intervir e tomar ações duras contra “reações exageradas” de jogadores após marcações de faltas, tentativas de pressão por cartões para equipa adversária e simulações dos atletas.
“Estamos preocupados. Não gostamos que se produzam esses incidentes. Afeta o jogo e a sua imagem. Essa conduta não é respeitosa, nem mostra o espírito de jogo limpo quando jogadores, por exemplo, tentam enganar o árbitro ou pressionar para que expulse um adversário” afirmou o presidente do Comité de Arbitragem da Uefa, Roberto Rosetti.
Não queremos que isso ocorra, não podemos aceitar. Mostrar respeito dentro de campo é importante
Roberto Rosetti, chefe do comitê de arbitragem da Uefa
O curso de inverno da Uefa foi realizado online durante a pandemia e contou com a participação de 81 árbitros (58 homens e 23 mulheres).
Parte importante da formação foi o uso do árbitro de vídeo (VAR), com 25 VARs estudando e dando feedback sobre lances ocorridos na atual temporada 2021/22.
“O VAR é importante para o nosso jogo. O objetivo é não usar o sistema em excesso. O objetivo é a mínima intervenção e o máximo benefício. E sabemos que sempre há espaço para melhorias” disse Rosetti.
Esse curso de arbitragem da Uefa também teve representantes do quadro da Conmebol, como parte do programa de colaboração entre as duas confederações.