Os árbitros nomeados para os campeonatos profissionais passam, até ao final da época, a realizar um estágio obrigatório antes de cada jornada, ficando concentrados nas instalações do Luso. Trata-se de uma medida que o Conselho de Arbitragem da FPF tem implementado na fase mais quente dos últimos campeonatos e que agora reedita, visando salvaguardar os próprios árbitros, permindo que dessa forma se mantenham mais focados e protegidos de pressões antes de seguirem para as partidas para as quais estão designados.
Ao que conseguimos apurar, o órgão liderado por Fontelas Gomes não está a aproveitar esta medida para dar novas instruções ao seu quadro de ativos, visando apenas que os árbitros se sintam mais tranquilos, reforçando o espírito de equipa e elevando os índices de concentração. Confiando que, dessa forma, dando todas as condições aos juízes, os reflexos positivos se farão sentir naturalmente nos jogos, ajudando a melhores desempenhos.
Para além de condições técnicas para ser feita uma revisão cuidadosa dos jogos, bem como tudo o que diga respeito à vídeo-arbitragem, o CA garantiu também para o Luso o acompanhamento de um psicólogo que dará apoio aos árbitros. O objetivo era de já ter sido possível reunir todo o grupo antes da 31ª jornada, mas os estágios de arranque acabaram por ter de ser feitos em hotéis deslocalizados dado que o Centro de Estágios do Luso estava ocupado.
É de salientar ainda que, com exceção do Sp. Braga-FC Porto, o saldo das atuações da última jornada foi considerado positivo por parte do CA. A avaliação negativa ao desempenho do juiz lisboeta na Pedreira já se intuía pelo facto de tanto Hugo Miguel como o VAR Fábio Melo tem sido atirados para a jarra, ficando fora das nomeações para a 32ª jornada. No entender do órgão que faz a gestão do sector, e ao que Record apurou, no Minho foi cometido um erro grave no penálti, logo aos 3’, não assinalado sobre Evanilson, mas foram tomadas boas decisões nos casos subsequentes envolvendo Al Musrati e Taremi.