Árbitro Miguel Nogueira e as mudanças com o VAR: «É uma almofada para o árbitro»

Miguel Nogueira tem apenas 28 anos mas já é árbitro internacional, categoria (2ª) a que ascendeu em dezembro último. O militar de profissão revelou o porquê de ter enveredado pela carreira do apito.

“Felizmente comecei cedo, com cerca de 14 anos a tirar o curso. Fiz o primeiro jogo com 15 e revejo-me muitas vezes nessa pergunta [a motivação de ser árbitro ainda jovem]. O que me levou a ser árbitro foi a curiosidade. Não tinha ninguém na família ligado à arbitragem, não conhecia nenhum árbitro e na altura jogava futebol. Vi uns panfletos para ser árbitro e foi uma oportunidade. Tirei o curso e rapidamente, pelo grupo de treino onde participava, mudei de ideias, deixei de ser jogador e decidi ser árbitro”, reiterou em declarações ao Sindicato de Jogadores.

O juiz lisboeta já apitou encontros nos dois primeiros escalões do futebol nacional e evidenciou diferenças na forma de abordar as partidas, dando conta de que “a preparação mental é extremamente importante”.

“Na preparação do jogo temos de antever cenários e gerir um jogo com o VAR não é a mesma coisa sem o VAR. Com VAR, sabemos que se cometermos o erro há a possibilidade de ser corrigido, isso é uma almofada para o árbitro e temos de saber gerir isso. Gerir emoções num jogo com videoárbitro não é a mesma coisa que gerir num jogo sem VAR. A aceitação dos jogadores acaba por ser diferente, porque uma coisa é uma decisão ser validada com base na tecnologia e outra é a perceção do árbitro, certa ou errada, sem o apoio da tecnologia. Isso faz toda a diferença na gestão do jogo. O videoárbitro veio para ficar, mas temos noção que é uma tecnologia extremamente cara”, constatou Miguel Nogueira, antecipando que o VARA possa vir no futuro a ser usado também na Liga Sabseg.

Fonte: Record