Liberdade de expressão

Tenho a felicidade de poder dizer e escrever o que penso e acho oportuno – e assim farei quando bem entender e achar que o devo fazer. Quando escrevo artigos para elogiar não estou a fazer fretes; e quando escrevo a criticar, estou apenas a usufruir do meu direito a dar a minha opinião sobre determinado assunto.

Podia repetir tudo o que escrevi sobre a última polémica da arbitragem nacional, porque continuo a pensar o mesmo. Sim, concordo que devemos assumir os erros. Sim, concordo que os mesmos tenham consequências. Mas não concordo que estejamos a evoluir através de uma condenação pública, via comunicado oficial, minutos após o jogo, informando que os árbitros da partida estão suspensos por tempo indeterminado… Nem a Liga inglesa pune jogadores ou treinadores tão rapidamente, mesmo sendo um exemplo pela forma célere como resolvem os problemas.

No que insisto é que se existe uma estratégia de condenação pública que parte do próprio Conselho de Arbitragem, também tem de existir uma estratégia de defesa pública dos seus homens e mulheres. Não vou alimentar o tema, mas espero e peço que não seja necessário repetir todo o processo em situações futuras – seria sinal de que os erros desta dimensão não voltariam a acontecer.

Continuarei a escrever o que penso e quando achar que o devo fazer, sem faltar o respeito a quem quer que seja. O que peço é que também me respeitem. Felizmente a minha passagem pela arbitragem será sempre para a servir e não para me servir. Quando terminar esta missão, terei uma profissão ou atividade que desempenhei durante 21 anos. Isso dá-me uma liberdade de pensamento, longe de agendas ou jogos políticos, e apenas a paixão e o sentido de missão me movem.

Fonte: Record