Autor

Jorge Faustino

Data: 04/01/2023

João Pinheiro e Szimon Marciniak

O Braga venceu, em casa, um Benfica que perdeu pela primeira vez esta época num jogo que, também por ser já um clássico do futebol português, tende a resultar em alguma polémica. Tantas vezes nestes jogos, independentemente do acerto do trabalho do árbitro, o pós-jogo é feito de acusações, suspeições e discussões sobre lances. Desta vez isso não aconteceu. O João Pinheiro e os seus assistentes fizeram um trabalho muito competente e quase nada se falou deles. Foi, para a arbitragem, uma excelente forma de terminar o ano. A expectativa é agora que em 2023 os árbitros consigam estar ao nível daquilo que vimos em Braga e que os clubes, nas vitórias e/ou derrotas, tenham a elevação que a que assistimos neste pós-jogo.

Porque esta é a primeira vez que aqui escrevo após o Mundial do Qatar deixo ainda duas notas sobre a arbitragem nessa competição. Primeiro, nota máxima, para Szymon Marciniak, árbitro internacional polaco, que fez uma arbitragem de excelência uma final emocionante, intensa e, seguramente, uma das mais espetaculares que os mundiais já assistiram. Segunda nota (mediana) para a videoarbitragem: confirmou-se que há ainda um longo e desafiante caminho a fazer no que toca à uniformização de critérios de intervenção. Concordemos ou não com os critérios aplicados, em Portugal temos mais uniformidade do que assistimos, com a elite da arbitragem, no Qatar.

Fonte: Record