Autor

Jorge Faustino

Data: 01/03/2023

Acabar com o VAR

Já ninguém tem dúvidas que o videoárbitro é uma “ferramenta” que veio reduzir de forma drástica o número de erros graves de arbitragem trazendo, consequentemente, mais justiça e verdade ao futebol.

Quando digo “ninguém tem dúvidas”, acredito piamente no que estou a afirmar. Da mesma forma, acredito que quando alguém diz que o VAR deveria acabar, não o está a dizer de forma sincera. Pode ser estratégia comunicacional, pode ser a emoção ou desabafo por sensação de injustiça (mesmo que com fundamento errado) mas não será, penso eu, uma afirmação de intenções.

Sobre este fim-de-semana e sobre o VAR, recupero o primeiro princípio que orienta a sua existência e que afirma que este pode (e deve) “assistir o árbitro apenas em caso de ‘claros e óbvios erros’ ou ‘incidentes graves não assinalados”. Nem sempre um erro, obriga a intervenção VAR.

Assim, e para deixar clara a minha opinião: a expulsão de João Mário, que analiso como correta, tem alguns fatores que podem suscitar duvidas e discussões pelo que, não deveria ser merecedora de intervenção VAR; o lance de Pepe tem todos os fatores para que o VAR se sinta na “obrigação” de intervir para expulsão; o lance de Otamendi, que também considero bem decidido, nunca seria de intervenção VAR; o lance de Bah sobre Osmanjic foi, a meu ver, mal decidido em campo ficando penálti por sancionar mas, também aqui, a intervenção VAR seria mais questionável.

Fonte: Record