Autor

Jorge Faustino

Data: 14/02/2024

A discussão dos descontos

Todos os acontecimentos e/ou discussões têm sempre vários ângulos pelos quais podem ser olhados. A questão dos tempos de desconto que os árbitros dão no final de cada jogo não é tema diferente.

No início desta época os árbitros receberam instruções para serem mais exigentes no controlo das perdas de tempo e respetiva compensação. 45 segundos por cada paragem para substituições, 1 minuto por cada golo e todo o tempo perdido em assistência a jogadores lesionados e outras perdas de tempo, deveriam ser somados e acrescentados matematicamente no final de cada parte do jogo.

Treinadores e jogadores manifestaram-se dizendo que não fazia sentido o que estava a acontecer com tão exagerados tempos de desocntos. A arbitragem, como quase sempre, ajustou-se ao que o futebol pedia e voltou a ser menos matemática na contabilização dos tempos perdidos.

Claro que o futebol (os clubes) só defendem determinadas medidas até que essas os prejudiquem ou, pelo menos, não os possam ajudar.

É verdade que 6 minutos foi pouco tempo de compensação considerando o que se passou na segunda parte do Vitória – Benfica. É usar os números que partilhei acima e poderá o leitor fazer as contas. Mas também é verdade que quando dá jeito (e todos os clubes são iguais) o tempo de descontos é sempre “exagerado”.

O desafio da ética passa por sermos capazes de manter uma opinião inalterada e princípios inabalados independente das consequências que essas opiniões/princípios possam ter sobre os nossos interesses. É difícil? Sim. Daí se chamar conflito/desafio ético.

Fonte: Record